Marta propõe equipamentos de segurança em pontos de ônibus

Foto: Antonio Queirós/CMS

A vereadora Marta Rodrigues (PT) afirmou, nesta quarta-feira (15), esperar que a implantação dos chamados “Abrigos Amigos” pela Prefeitura de Salvador avance e se consolide como política pública permanente na cidade. Marta é autora do Projeto de Lei nº 83/2024, que tramita na Câmara de Salvador e propõe a criação de pontos de ônibus mais seguros, especialmente no período noturno.

Como comenta Marta, neste mês de abril, a Prefeitura iniciou os testes do modelo, com a instalação dos primeiros equipamentos e a realização de visitas técnicas para avaliação da estrutura. Um dos pontos já implantados fica na Avenida Centenário, na região da Barra, área de grande circulação e com intenso fluxo noturno.

A proposta apresentada por Marta prevê a instalação de abrigos com tecnologia de monitoramento e comunicação em tempo real, incluindo câmeras, microfones, alto-falantes e conexão à internet, permitindo que usuários acionem uma central de atendimento por vídeo enquanto aguardam o transporte. O projeto prioriza o período entre 20h e 5h, considerado mais sensível em termos de segurança — cenário que impacta de forma ainda mais intensa as mulheres, principais vítimas de situações de assédio e violência no espaço urbano —, além de prever integração com órgãos como Guarda Municipal, Polícia Militar e serviços de emergência.

Política pública

“A Prefeitura começou a testar o Abrigo Amigo em Salvador. Em 2024, nosso mandato apresentou o PLE-83/2024 com uma proposta nessa direção: pontos de ônibus com painéis digitais, câmeras, microfones, internet e chamada de vídeo em tempo real para dar mais segurança a quem espera o transporte, principalmente à noite. Segurança no ponto não pode ser ação pontual nem ficar restrita a poucos lugares. Precisa virar política pública de verdade, com manutenção, expansão e prioridade para onde o risco é maior”, declarou.

Inspirado em experiências já adotadas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o modelo busca transformar pontos de ônibus em espaços de acolhimento e proteção, reduzindo a sensação de vulnerabilidade no uso do transporte público, especialmente durante a noite. “Esperar ônibus sem medo é o mínimo que desejamos. E é isso que a gente segue cobrando”, afirmou.

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