A vereadora Marta Rodrigues (PT) denunciou nesta semana uma sucessão de reajustes que, em sua avaliação, configuram um “verdadeiro tarifaço em série” contra os moradores de Salvador. Ela citou o aumento recente da tarifa de ônibus, seguido pela elevação do IPTU e da taxa de coleta de lixo.
Segundo a parlamentar, “poucos dias após anunciar o aumento da tarifa de ônibus, o prefeito voltou a penalizar os soteropolitanos ao elevar o IPTU e a taxa do lixo, demonstrando, mais uma vez, desprezo com quem vive e trabalha na cidade”. Para ela, a sequência de medidas revela uma lógica de gestão que onera os cidadãos.
“Logo depois de aumentar a passagem de ônibus, o prefeito anuncia reajuste do IPTU e da taxa do lixo. É um ataque direto ao bolso do povo. Salvador vive um tarifaço que não para, enquanto os serviços públicos continuam precários”, afirmou Marta Rodrigues.
A petista relacionou os reajustes a um modelo de gestão desigual, que privilegia concessionárias com subsídios. “O povo paga duas vezes. Paga com os impostos, que bancam subsídios milionários, e paga novamente no bolso, com o aumento da tarifa. Em 2024, foram mais de R$ 22 milhões em renúncias fiscais e cerca de R$ 106 milhões em subsídios. Para 2025, esses valores aumentam e, para 2026, a previsão chega a aproximadamente R$ 130 milhões de dinheiro público despejado no sistema, sem contrapartida real, sem melhoria do serviço e sem respeito ao usuário”, criticou.
Crise do transporte e impacto social
Marta também atacou a qualidade do transporte, mencionando frota sucateada e redução de linhas. Ela afirmou que as medidas impactam especialmente mulheres e periferia. “São mulheres que precisam pegar dois, três ônibus por dia, estudantes que passam horas em deslocamento e famílias inteiras que perdem tempo, renda e qualidade de vida”, disse.
A vereadora citou dados do Censo de 2022 para reforçar sua crítica. “Os números do IBGE mostram que cerca de 17% dos soteropolitanos vão caminhando para o trabalho e que aproximadamente 40% dos deslocamentos na cidade são feitos a pé. Isso não é opção sustentável ou planejamento urbano. É desistência. As pessoas abandonaram o transporte público porque ele é caro, ineficiente e não atende às necessidades da população”.
Para a parlamentar, o anúncio dos aumentos no fim do ano agrava a situação. “O prefeito passa por cima do povo, aumenta tarifa, aumenta imposto e demonstra que não se importa com o impacto dessas decisões na vida das pessoas. Ele governa como quem não deve satisfações à população”, finalizou.










