O marqueteiro baiano João Santana e sua esposa, Mônica Moura, receberam diretamente do então chanceler venezuelano Nicolás Maduro o montante de US$ 10 milhões pela campanha de reeleição de Hugo Chávez em 2012. A informação foi revelada pelo Poder 360.
Na época, Maduro era ministro das Relações Exteriores do governo Chávez. A indicação do casal de publicitários ao líder venezuelano partiu de políticos do PT, com o contato inicial sendo feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os repasses semanais e parcelados foram efetuados em espécie pelo agora ex-presidente venezuelano.
O sucesso nas campanhas de Lula (2006) e Dilma Rousseff (2010) projetou Santana e Moura no exterior. Após o trabalho para Chávez, eles também comandaram a primeira campanha presidencial de Nicolás Maduro, em 2013. Em depoimentos, Mônica Moura afirmou que o valor total cobrado foi de US$ 35 milhões, mas que não foi integralmente quitado.
A empresária declarou que não havia contrato formal e que tudo o que foi pago “foi em caixa 2”. Ela identificou três fontes para os recursos: políticos venezuelanos, por meio de Maduro, e duas outras vinculadas a empreiteiras.
Posteriormente, o casal foi investigado pela Operação Lava Jato e condenado. No entanto, conseguiu reverter as decisões no Supremo Tribunal Federal (STF). Em dezembro de 2023, o ministro Edson Fachin anulou as condenações. Em junho de 2024, o ministro Dias Toffoli também invalidou as provas da Odebrecht contra os dois.









