Lídice admite ‘desconforto’ por indefinição de chapa na Bahia

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A suposta indefinição sobre o nome que ocupará a vaga de vice na chapa governista da Bahia tem gerado desconforto entre os aliados, mas não deve evoluir para uma ruptura. A avaliação foi feita pela deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), durante participação no Jornal da Metrópole no Ar desta sexta-feira (20). Ao comentar as articulações do grupo liderado pelo PT, a parlamentar classificou o momento como delicado, porém sem riscos eleitorais imediatos.

“Olha, eu não acho que coloque em risco, mas dá um certo desconforto agora. A gente não tem ainda uma chapa organizada para partir para frente. É verdade que nós estamos num período crítico de definição das filiações. Isso transforma o centro de qualquer chapa a ajudar a fazer as chapas proporcionais dos partidos. Mas, mesmo assim, se a gente já tivesse com a chapa definida, a gente podia estar caminhando mais até uma parte da chapa voltada para fazer outras coisas. Mas eu creio que nós vamos chegar a um bom termo nisso. Não acho que vamos ter nenhum racha em função da vice, não”, afirmou a deputada.

De acordo com Lídice, o impasse atual está inserido no contexto das negociações partidárias e da formação das chapas proporcionais, fatores que naturalmente influenciam as definições sobre as candidaturas majoritárias. A socialista defendeu a ampliação do arco de alianças, com a inclusão de legendas que ainda não integram o núcleo da composição. Para ela, a diversidade de partidos na base fortalece o equilíbrio político.

“Não, não chega a ser uma preferência, não. Eu, por exemplo, acho que o MDB estar na chapa é bom, deveria estar na chapa o MDB. Eu acho que não deve repetir nenhum partido que já está na chapa. Essa chapa é uma chapa que, pela primeira vez, é uma chapa que tem 3 dos 4 membros num só partido. Então é salutar que seja de outro partido. E que seja de um partido que já não esteja na composição geral. O PSD não tem nada contra o PSD, pelo contrário, eu gosto muito do querido senador Otto Alencar. Mas acho que já tem a presidência da Assembleia e já tem um senador da República. Então deve dar espaço para um outro partido”, completou.

Apesar das divergências internas sobre a escolha, a expectativa da aliada é de que a definição ocorra sem traumas, permitindo que o foco da campanha se direcione para a consolidação da estratégia eleitoral nos próximos meses.

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