Líder sindical exonerado após confusão na CMS critica Bruno Reis

Foto: Reprodução, redes sociais

O coordenador do Sindicato dos Servidores da Prefeitura (Sindseps), Bruno Carianha, foi exonerado do cargo de guarda municipal nesta quinta-feira (19) por determinação da Prefeitura de Salvador, em decorrência da participação dele na confusão registrada na Câmara Municipal durante a votação do reajuste salarial dos servidores, em 2025. Após a publicação da demissão no Diário Oficial, o sindicalista usou as redes sociais para criticar duramente o prefeito Bruno Reis (União Brasil) e o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil).

Em vídeo divulgado no Instagram, Carianha afirmou que a punição já era esperada e classificou a atual gestão como “Carlismo Gourmet”. “Nós sabíamos que essa demissão viria, é a cara do Carlismo Gourmet, é esse Carlismo aí dos menudos lá do Marista. Eles estudaram lá, né? Eu estudei em escola pública, não tenho espaço para ser menudo e nem gourmetizado igual a eles”, declarou.

Na sequência, ele associou a atuação dos gestores ao legado do ex-senador Antônio Carlos Magalhães, avô de ACM Neto, e acusou a administração municipal de autoritarismo. “Eles entraram na prefeitura dizendo que eram diferentes e estão cometendo os mesmos atos que o avô dele cometia. Esse ato tenta acabar com a minha família, com a família de Marcelo, de Alemão, de todos nós que somos trabalhadores, e dizer que a gente não pode reagir, lutar e se manifestar contra reajustes ridículos”, afirmou.

Além de Carianha, também foram exonerados o guarda civil municipal Marcelo da Rocha Oliveira e o agente de trânsito Helivaldo Passos de Alcantara, apontados como envolvidos no episódio. Por outro lado, quatro dirigentes sindicais investigados no mesmo processo foram absolvidos: Everaldo Alves de Oliveira Braga (enfermagem), Judário da Silva Santos (Transalvador), Lilia Pereira Costa Cordeiro (enfermeira) e Pedro Barreto Ribeiro (salva-vidas).

A decisão da prefeitura foi publicada em portaria conjunta assinada por órgãos da administração municipal, com base no Relatório Final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD CGM/GAB nº 152392/2025) e em pareceres da Procuradoria-Geral do Município. Segundo o documento, as demissões se fundamentam em dispositivos do Estatuto do Servidor Público Municipal (Lei Complementar nº 01/1991) e do Regime Disciplinar da Guarda Civil Municipal (Lei nº 9.273/2017). No mesmo ato, a administração determinou o arquivamento do procedimento após o cumprimento das penalidades aplicadas.

Bruno Carianha foi preso na noite de 22 de maio de 2025, após tumulto provocado por um grupo de sindicalistas que invadiu o plenário da Câmara antes da votação do projeto de reajuste dos servidores municipais. A proposta aprovada previa aumento salarial para o funcionalismo, mas foi alvo de críticas de parte das categorias, que reivindicavam valores maiores e a reabertura das negociações com o Executivo. A invasão interrompeu temporariamente os trabalhos legislativos e resultou em confrontos dentro do prédio.

Após a exoneração, Carianha anunciou que recorrerá à Justiça e prometeu manter a mobilização da categoria na campanha salarial deste ano. “Nós estamos aqui com os advogados, iremos continuar fazendo as ações judiciais, também as ações políticas e vamos batalhar contra o autoritarismo do Carlismo Gourmet, de seu ACM Neto, Bruno Reis e de toda a sua tropa, a linha um presta um”, declarou.

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