João Roma descarta “acerto” de Bruno Reis com o PL

Foto: Divulgação, PL

O presidente do PL na Bahia, João Roma, negou a existência de negociações para a filiação do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), à legenda, mas admitiu que uma mudança partidária poderia ser considerada em outro cenário político. A possibilidade de o gestor assumir o comando estadual da sigla ganhou força nos bastidores após sua aproximação com o grupo bolsonarista e o apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.

“Não tem conversas nesse momento sobre filiação partidária. Teria se Bruno fosse candidato a governador, por exemplo, já que ele não pode ser prefeito novamente, mas no momento não”, afirmou Roma, de acordo com o site Política Livre.

A especulação ganhou repercussão depois de uma viagem a Brasília, nesta semana, que reuniu Bruno Reis, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e João Roma em torno das articulações de apoio a Flávio Bolsonaro. A aproximação entre as lideranças alimentou hipóteses sobre uma possível mudança na estrutura partidária da direita baiana.

Nos bastidores, a eventual chegada do prefeito à presidência estadual do PL é vista como uma possibilidade capaz de alterar o equilíbrio de forças na oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Com influência política em Salvador e interlocução com prefeitos, vereadores e lideranças do interior, Bruno poderia ampliar sua participação nas decisões estratégicas da legenda.

Apesar das especulações, não há confirmação de convite, acordo ou decisão sobre uma eventual substituição de João Roma. Por enquanto, o ex-ministro nega tratativas em andamento, embora não descarte completamente a possibilidade de uma mudança futura. O desfecho dependerá dos interesses eleitorais das lideranças e das articulações que definirão os rumos da direita baiana.

Roma admite interesse na Prefeitura de Salvador

Além dos rumores sobre o futuro do PL, Roma comentou a possibilidade de disputar a Prefeitura de Salvador em 2028. O ex-ministro confirmou que já manifestou interesse em administrar a capital baiana, mas ressaltou que ainda não existe definição sobre uma candidatura.

“Manifestei desejo de ser prefeito de Salvador sim. Mas quem não quer. Sou figura pública. Mas nada concreto. Por enquanto sigo presidente do PL. Não houve convite a mim”, salientou.

Uma eventual candidatura do dirigente poderia abrir uma nova frente de disputa dentro do campo da direita, especialmente se outro nome apoiado por ACM Neto e Bruno Reis entrar na corrida eleitoral. O cenário, contudo, permanece indefinido.

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