O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), estabeleceu fevereiro como prazo final para definir a chapa majoritária de seu grupo político para as eleições de 2026. O critério central, segundo ele, será a “competitividade” da composição e sua capacidade de garantir a união da base governista. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metrópole nesta terça-feira (6).
A principal indefinição envolve a disputa por duas vagas ao Senado. Os titulares Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD) manifestaram interesse na reeleição, assim como o ministro Rui Costa (PT), que já anunciou planos de concorrer à Casa. Jerônimo considerou as três pretensões como legítimas. Outro ponto em aberto é a permanência do atual vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), na candidatura ao cargo.
“Qual a chapa mais competitiva? Esse vai ser o critério da minha decisão, se assim precisar tomar. Temos que trabalhar também pela eleição do presidente Lula, para aumentar a base federal. Uma chapa forte puxa deputados. Para fazer um omelete tem que quebrar os ovos. Não estou tratando como algo ruim, uma forma agressiva, mas tem que sentar, encontrar uma saída, sem ser uma coisa impositiva. As formas impositivas não são do nosso conceito”, afirmou o governador.
Caso não haja consenso dentro do grupo até o próximo mês, Jerônimo marcará uma reunião para tomar a decisão final. “Esse lugar [governo] é de tomar decisão, quando a decisão vem consensuada, ótimo. Quando não vem, nós temos que tomar”, pontuou.
Sobre a vaga de vice-governador, ele reforçou o diálogo. “Eu tenho uma amizade profunda e um respeito profundo pelo meu vice-governador Geraldo Jr. Foi uma boa surpresa para nós. Tem sido parceiro, não dá trabalho, faz crítica, sugestões internamente no ambiente nosso de gestão. Também estou colocando que nós temos que conversar. Se não precisar mudar, a chave ideal é se tiver mudança. Nós temos que fazer as compensações”, analisou.









