Com o início do calendário do Imposto de Renda 2026, os contribuintes que possuem imóveis ou investem em Fundos Imobiliários (FIIs) precisam redobrar a atenção. A Receita Federal deu um salto tecnológico e agora opera com um sistema de fiscalização muito mais sofisticado, capaz de cruzar informações de diversas fontes em tempo real para evitar omissões e erros.
O que mudou na fiscalização? Embora as regras básicas de declaração permaneçam semelhantes às dos anos anteriores, o “olhar” do Leão ficou mais apurado. Agora, o fisco integra dados do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) com informações vindas de cartórios, prefeituras e instituições financeiras.
Isso significa que qualquer divergência entre o que você declara e o que foi registrado em escrituras ou recebido via aluguéis será identificada quase instantaneamente.
Pontos de atenção para Imóveis:
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Custo de Aquisição: O valor do imóvel no IR deve ser sempre o custo histórico (o quanto você pagou). A atualização desse valor só é permitida em casos específicos de benfeitorias e reformas, desde que você possua todas as notas fiscais e recibos para comprovar o gasto.
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Registro de Eventos: Diferente de anos anteriores, onde se editava apenas o valor total, o sistema agora exige o registro do “evento” que gerou a mudança (ex: quitação de parcela ou obra realizada).
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Aluguéis: A Receita está cruzando os dados de quem paga e de quem recebe. Se você tem renda de aluguel, certifique-se de que os valores batem exatamente com o que o inquilino declarou.
O cenário para os FIIs: O mercado de Fundos Imobiliários segue em expansão, atingindo a marca de 3 milhões de investidores em 2026. Para quem investe, as regras de ouro continuam sendo:
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Rendimentos: Os dividendos mensais permanecem isentos para pessoa física, mas devem ser informados detalhadamente na ficha de “Rendimentos Isentos”.
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Ganho de Capital: Se você vendeu cotas com lucro, a alíquota de 20% sobre o ganho deve ter sido paga via DARF até o mês seguinte à venda. No IR anual, você apenas consolida essas informações.
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Bens e Direitos: As cotas devem ser declaradas pelo preço de compra, e não pelo valor de mercado atualizado.
Dica Soteropoles: A maior integração de dados entre os órgãos fiscais, impulsionada pelos avanços da Reforma Tributária, torna o erro “não intencional” um caminho perigoso para a malha fina. Organize seus comprovantes, revise os informes de rendimentos das corretoras e, se necessário, procure ajuda profissional para garantir que seu patrimônio esteja devidamente protegido e regularizado perante o fisco.









