O preço da gasolina voltou a assustar os motoristas baianos. Um reajuste de 11,8% anunciado pela Acelen, que administra a Refinaria de Mataripe, na última quinta-feira (5) já chegou às bombas, fazendo o litro do combustível se aproximar dos R$ 7 em diversas cidades do estado. O aumento, aplicado às distribuidoras, também atingiu o diesel S-500, que subiu até 17,9%, conforme comunicado da empresa.
O impacto do repasse foi imediato para o consumidor final, que agora enfrenta um orçamento ainda mais apertado para abastecer. Em algumas localidades baianas, a gasolina já é comercializada perto da casa dos R$ 7, refletindo a nova política de preços da refinaria.
A formação do preço dos combustíveis no Brasil, no entanto, não depende apenas de fatores locais. Especialistas explicam que o valor final ao consumidor é influenciado pela cotação do petróleo no exterior, a variação do dólar, os custos logísticos e a necessidade de importação. Atualmente, uma parcela significativa do diesel consumido no país vem de fora, o que torna o mercado interno particularmente vulnerável às oscilações globais.
A instabilidade internacional no setor de energia tem adicionado pressão sobre os valores. Conflitos geopolíticos em regiões estratégicas elevam a cotação do barril de petróleo, e o Brasil, mesmo sendo produtor, não está imune a esse movimento. A escalada das tensões no Oriente Médio, área que concentra os maiores produtores mundiais, acendeu um alerta no mercado quanto ao risco de interrupção no fornecimento da commodity. Com o petróleo mais caro no mercado internacional, refinarias e distribuidoras enfrentam custos maiores, custos que, inevitavelmente, são repassados ao consumidor nas bombas.









