A partir desta quarta-feira (6), os Estados Unidos passaram a cobrar a tarifa extra de 50% sobre diversos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. A medida, assinada pelo presidente Donald Trump, atinge 36% das vendas do Brasil aos EUA, incluindo itens como carnes, café e máquinas agrícolas.
A decisão, que entrou em vigor à 1h01 (horário de Brasília), mantém isenções para 43% dos produtos, como derivados de petróleo, suco de laranja e itens da Embraer. No entanto, setores como aço, alumínio e autopeças enfrentam taxas específicas.
Esta é a maior sobretaxa entre as cerca de 70 anunciadas por Trump na semana passada. Enquanto outros países terão aumentos entre 15% e 41%, o Brasil recebeu a alíquota mais alta, em meio a críticas do governo americano a decisões políticas e judiciais brasileiras.
Impacto na economia
Especialistas alertam que a medida prejudicará principalmente pequenas e médias empresas exportadoras. Segundo a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), as vendas de carne bovina podem cair até 47%, e as de café, 25%.
Além disso, o Brasil pode sofrer novas sanções caso o governo americano decida punir compradores de petróleo russo. Cerca de 12% do diesel consumido no país vem da Rússia, o que pode afetar o abastecimento e os preços internos.
A medida é vista como estratégia eleitoral de Trump, que busca reforçar sua imagem antes das eleições presidenciais nos EUA em 2025. Enquanto isso, empresas brasileiras se preparam para enfrentar os desafios da tarifa extra EUA Brasil em um cenário de incertezas.