A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff (PT) foi reeleita presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (Banco do Brics) para mais um mandato de cinco anos. A decisão foi anunciada no último fim de semana, durante um evento do banco. Dilma ocupa o cargo desde 2023, após ser indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), substituindo Marcos Troyjo.
O Banco do Brics, com sede em Shangai, foi criado em 2014 e tem como objetivo financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável em países membros. Cada nação do Brics tem a possibilidade de indicar um presidente para o banco a cada cinco anos.
Dilma assumiu a presidência do banco na metade do período inicial de Troyjo, que foi nomeado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a reeleição, Dilma permanece à frente da instituição até 2028. Segundo informações da Agência Brasil, a reeleição contou com o aval do presidente russo Vladimir Putin, que destacou a importância de manter a liderança de Dilma, especialmente considerando o contexto atual da guerra na Ucrânia, e a necessidade de evitar que a Rússia assumisse a presidência do banco.
No ano passado, o governo russo expressou seu apoio à reeleição de Dilma, considerando que a Rússia, devido ao conflito com a Ucrânia, poderia ser um obstáculo à condução do banco. Com a reeleição, Dilma segue comandando o NDB durante a presidência brasileira do Brics, com a cúpula de chefes de Estado marcada para julho deste ano, no Rio de Janeiro.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), parabenizou Dilma em suas redes sociais pela recondução ao cargo. “Parabéns, presidenta Dilma Rousseff, pela recondução à presidência do Novo Banco de Desenvolvimento. Sob sua direção, o Banco dos BRICS vem cumprindo importante papel no desenvolvimento de nossos países”, publicou a ministra.