O deputado estadual e candidato à reeleição Diego Castro (PL) afirmou, nesta quinta-feira (20), que registrou um boletim de ocorrência na 7ª Delegacia Territorial após a confusão envolvendo ele, assessores e estudantes da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.
Em vídeo publicado nas redes sociais após deixar a delegacia, Castro disse que ele e pessoas que o acompanhavam foram agredidos por estudantes que classificou como “militantes da esquerda”. O deputado também acusou um dos estudantes envolvidos no episódio de ter iniciado a confusão e afirmou que teria sido agredido por ele.
Segundo Castro, sua ida à UFBA ocorreu após o recebimento de denúncias de estudantes que se identificariam com a direita sobre a colocação de adesivos de apoio ao PT no campus. O parlamentar afirmou que mantém um canal para receber denúncias e que foi ao local para verificar a situação.
“Chegando lá, removendo as colagens, constatamos a veracidade”, afirmou o deputado no vídeo. “Se a regra é para um, tem que ser para todos”, declarou. Ele citou como exemplo a possibilidade de um estudante colocar um adesivo de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que, em sua avaliação, haveria uma reação diferente por parte de setores da universidade.
O deputado negou novamente as acusações de homofobia feitas por estudantes após o episódio e classificou as acusações contra ele como parte de uma “campanha de mentiras”. Na gravação, Castro afirmou ainda que houve agressões contra ele e seus acompanhantes e disse que as imagens divulgadas nas redes sociais comprovariam sua versão dos acontecimentos.
A confusão ocorreu na manhã desta quinta-feira, depois que estudantes teriam questionado a presença do parlamentar no local. Eles acusaram o deputado de ter feito comentários considerados homofóbicos durante o episódio e afirmam que assessores que o acompanhavam teriam entrado em confronto físico com alunos. Castro nega as acusações e sustenta que houve troca de ofensas e agressões, alegando ter reagido em legítima defesa.








