Comandante diz que acusação de estupro contra PMs não procede

Foto: Reprodução, Youtube/Rádio Sociedade da Bahia

O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia, coronel Antonio Carlos Silva Magalhães, analisou a veracidade da acusação de estupro envolvendo três policiais militares durante o Carnaval de Salvador deste ano. Em entrevista à rádio Sociedade da Bahia, nesta sexta-feira (20), o oficial declarou que “a acusação inicial não procede” e detalhou as providências tomadas pela corporação para esclarecer os fatos.

Segundo o coronel, assim que a denúncia chegou ao conhecimento da instituição, foram acionados a Corregedoria e a Polícia Judiciária para dar início à apuração. O caso envolveria três PMs suspeitos de cometer o crime dentro de um banheiro químico instalado nas proximidades de um posto policial no circuito Dodô (Barra-Ondina), durante a folia momesca, contra uma argentina.

Paralelamente à investigação interna, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou perícia para subsidiar os trabalhos da Polícia Judiciária. O diretor-geral do órgão, Osvaldo Silva, explicou ao BNEWS que os exames periciais não identificaram vestígios de conjunção carnal, o que redirecionou o andamento das investigações.

“Porque num primeiro momento, pensou-se em algo relacionado ao estupro só que no decorrer das investigações e no aprimoramento do depoimento da vítima, verificou-se que efetivamente não houve um estupro. Pode ter havido um abuso, mas não um estupro que envolve conjunção carnal. A conjunção carnal não houve. Mesmo porque não foram encontrados, aí eu posso lhe dizer porque nós corroboramos com essa informação que não houve conjunção carnal”, detalhou o diretor-geral do DPT. “A perícia não detectou nenhum tipo de evidência de conjunção carnal na vítima. Então, já foi o primeiro ponto para que a investigação mudasse de rumo”, acrescentou.

Esta informação já era de conhecimento da polícia desde a última segunda-feira. A divulgação dos detalhes foi mantida sob sigilo até este momento para não desencorajar outras mulheres a denunciarem abusos sofridos durante a festa, garantindo que todas as ocorrências fossem registradas e investigadas com a devida atenção.

Até o momento, a corporação não divulgou detalhes sobre o afastamento dos agentes ou sobre o estágio atual do procedimento administrativo instaurado para apurar a conduta dos militares. O caso segue sob análise da Justiça, em segredo, e da Polícia Civil.

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