Com 94 anos de rivalidade, Bahia e Vitória se reencontram no domingo (23) para mais um capítulo de uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro. Depois de 507 confrontos, o Ba-Vi chega ao próximo duelo com o Bahia levando vantagem no retrospecto histórico, mas com números que mostram o equilíbrio de um clássico marcado por diferentes gerações, grandes artilheiros, goleadas históricas e públicos memoráveis. Confira as estatísticas levantadas pelo GloboEsporte Bahia.
Ao longo da história, o Bahia venceu 198 vezes, contra 154 triunfos do Vitória, enquanto outros 155 clássicos terminaram empatados. O Tricolor também marcou mais gols: são 690 contra 595 do Rubro-Negro. A vantagem, porém, não diminui o peso de um confronto em que cada partida costuma escrever uma história própria.
Na artilharia, um nome se destaca acima de todos: Carlito. Ídolo do Bahia, o atacante marcou 27 gols em Ba-Vis, sendo 23 pelo Tricolor e quatro pelo Vitória. Na sequência aparecem Juvenal, com 19 gols — todos pelo Rubro-Negro — e Vareta, autor de 18 gols pelo Bahia.
O Campeonato Baiano é, de longe, a competição que mais recebeu o clássico. Foram 360 Ba-Vis pelo estadual, com 139 vitórias do Bahia, 115 empates e 106 triunfos do Vitória. Pela Copa do Nordeste, são 18 confrontos, com oito vitórias rubro-negras, seis tricolores e quatro empates. No Campeonato Brasileiro, o equilíbrio é ainda maior: em 35 partidas, o Bahia venceu 11, o Vitória ganhou dez e houve 14 igualdades.
A Fonte Nova é o palco que mais recebeu o clássico, com 346 partidas. O Bahia também leva vantagem expressiva no estádio: são 140 vitórias tricolores, contra 92 do Vitória, além de 114 empates. Já no Barradão, território histórico do Rubro-Negro, o Vitória venceu 30 dos 62 Ba-Vis disputados, enquanto o Bahia ganhou 14 e outros 18 terminaram empatados.
E se há algo que não falta à história do Ba-Vi são capítulos de placares improváveis. A maior goleada pertence ao Bahia, que venceu o Vitória por 10 a 1 em 1939. Um ano antes, o Tricolor já havia aplicado um 10 a 2 e um 9 a 4 no rival. Do outro lado, o Vitória também protagonizou goleadas marcantes, como o 7 a 1 de 1948 e o 7 a 3 de 2013.
Em um único clássico, ninguém marcou mais gols do que Vareta, que balançou as redes cinco vezes em 1939. Palito, em 1940, Índio, em 2007, e Dinei, em 2013, fizeram quatro gols em uma mesma partida.
A força da rivalidade também pode ser medida pelas arquibancadas. O maior público da história do Ba-Vi foi registrado em 1994, quando 97.240 torcedores acompanharam o empate por 1 a 1 na Fonte Nova. Em 1972, 90 mil pessoas viram o Vitória vencer o Bahia por 1 a 0, também na Fonte Nova. Cinco anos depois, em 1997, 87.725 torcedores acompanharam a vitória rubro-negra por 3 a 0.
Agora, todos esses números ficam em segundo plano quando a bola rolar. O retrospecto pertence ao passado, mas serve para dimensionar o tamanho do confronto que Bahia e Vitória protagonizam mais uma vez. Em um clássico de quase um século, cada Ba-Vi é uma nova disputa — e uma nova oportunidade de transformar estatística em história.








