A Bahia registrou, entre janeiro e esta quinta-feira (19), dois casos confirmados de Mpox, doença viral transmitida pelo contato direto com infectados. Os dados são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), que também monitora outros dois casos suspeitos em investigação. A pasta também já descartou três ocorrências por meio de exames laboratoriais. As notificações não possuem qualquer ligação com o período carnavalesco.
O primeiro caso confirmado foi atendido no Hospital Geral de Vitória da Conquista. Trata-se de uma mulher que não reside no município, mas buscou assistência médica na unidade. A prefeitura local informou que a paciente segue em isolamento domiciliar e apresenta boa evolução clínica.
O segundo paciente recebeu atendimento em uma unidade de saúde de Salvador. Natural de Osasco, em São Paulo, ele permanece sob acompanhamento das autoridades de saúde.
A Mpox é causada por um vírus da mesma família da varíola, erradicada na década de 1980. A transmissão ocorre predominantemente pelo contato direto com a pele de uma pessoa infectada, especialmente na presença de lesões, mas também pode se dar por meio de secreções corporais e do compartilhamento de objetos pessoais, como roupas de cama, toalhas e utensílios.
Os sintomas mais frequentes incluem febre, dores de cabeça e musculares, prostração, inchaço dos gânglios (linfonodos) e erupções cutâneas. As lesões na pele geralmente começam no rosto e podem disseminar-se pelo corpo, com maior incidência nas palmas das mãos e plantas dos pés. A orientação das secretarias de saúde é que, ao apresentar esses sintomas, a pessoa busque imediatamente o serviço de saúde mais próximo para avaliação e diagnóstico.










