Novo episódio do Revelando, com Wagner Moura, expõe disputa dos EUA por terras raras no Brasil

Foto: Reprodução, Youtube/Revelando

A influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras e a disputa internacional por terras raras são os temas centrais do sexto episódio de Revelando, intitulado Pátria Submissa, que estreou nesta sexta-feira (16). Apresentado pelo ator Wagner Moura, o programa traz uma entrevista exclusiva com o general Santos Cruz, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, sobre as relações entre a família Bolsonaro e o grupo político do presidente norte-americano Donald Trump.

Na abertura do episódio, Wagner Moura apresenta a investigação como um alerta sobre os interesses estrangeiros no país. “Hoje você vai descobrir a história de um complô pra saquear o Brasil. Um complô que conta com traidores da pátria, gente submissa, e voluntários que estão entregando o país de bandeja pros americanos.”, afirma o ator.

A entrevista com Santos Cruz foi realizada em Brasília pelo jornalista Bruno Torturra, um dos editores da série. O conteúdo completo da conversa também será publicado no YouTube. Entre os assuntos abordados estão a aproximação política entre os Bolsonaros e aliados de Trump, além das disputas estratégicas entre Washington e Pequim.

Terras raras colocam o Brasil no centro da disputa global

A relevância brasileira nesse cenário está relacionada às reservas de terras raras existentes no território nacional. Esses elementos minerais são fundamentais para a fabricação de componentes eletrônicos e outras tecnologias avançadas, incluindo equipamentos utilizados no desenvolvimento da inteligência artificial.

A dependência norte-americana do fornecimento chinês amplia a importância desses recursos. Durante a apresentação do episódio, Moura destaca a dimensão dessa relação comercial e seus possíveis desdobramentos geopolíticos.

“De cada dez quilos de terras raras que os Estados Unidos importam, sete vêm da China. E a China e os Estados Unidos estão numa briga que não acaba, por isso e um monte de outras coisas”, afirma Wagner Moura. Na sequência, o ator resume o que considera ser o objetivo de Trump nessa disputa: “que o minério dos outros seja dele”.

A produção também aborda os mecanismos que, segundo a investigação, podem ser utilizados para ampliar o acesso dos Estados Unidos a recursos estratégicos de outros países. Entre eles estão medidas de pressão econômica, influência sobre governos e negociações comerciais favoráveis aos interesses norte-americanos.

“Primeiro vem a pressão: uma guerra, uma tarifa, um empréstimo, o que for preciso. Depois, alguém no poder que deva o próprio cargo ao Trump: a Delcy na Venezuela, o Espriella na Colômbia, o Milei na Argentina. E, no fim, chega o acordo: minério e petróleo saindo do país, com os americanos comandando.”

General Santos Cruz alerta para cenário político de 2027

A relação entre os interesses estratégicos dos Estados Unidos e a política brasileira é um dos principais pontos da entrevista. Santos Cruz chama a atenção para os possíveis efeitos dessa aproximação, especialmente diante da possibilidade de integrantes da família Bolsonaro voltarem ao comando do Executivo federal em 2027.

O episódio coloca em debate os riscos para a soberania nacional e o controle brasileiro sobre recursos minerais considerados estratégicos. A produção também questiona como as alianças internacionais e as decisões tomadas pelo governo podem influenciar o destino dessas riquezas.

Com a combinação de análise política e discussão econômica, Pátria Submissa procura chamar a atenção para os interesses que cercam as terras raras brasileiras e para os possíveis impactos das relações entre lideranças nacionais e o governo dos Estados Unidos.

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