PF prende segundo deputado estadual mais votado no RJ

Foto: Pablo Carmo/PMBR

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta-feira (15), Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) e presidente do União Brasil no estado, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar bilhões de reais por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio, com 197.178 votos. Segundo o UOL, além dele os agentes prenderam o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil fluminense e ex-presidente do Detran-RJ, que chegou ao comando da corporação por indicação do próprio político.

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a operação tem como alvo um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado uma rede de postos de combustíveis para ocultar recursos ilícitos.

Segundo um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encaminhado à Polícia Federal, as movimentações investigadas ultrapassaram R$ 7,6 bilhões em um período de seis anos.

No âmbito da operação, Moraes determinou o bloqueio de bens de até R$ 700 milhões. A Polícia Federal havia solicitado o congelamento de R$ 7,6 bilhões em ativos vinculados a mais de 100 empresas. O ministro, porém, restringiu a medida a 12 pessoas e 11 empresas.

Ainda de acordo com o UOL, a ação policial também resultou na prisão de quatro inspetores da Polícia Civil: Giovanni Gaspar Fernandes, Christiano Gaspar Fernandes, José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como Pablo Russo.

A reportagem revelou que José Carlos Alves de Souza Júnior e Pablo Russo são suspeitos de atuar na estruturação de empresas e no uso de pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para viabilizar operações financeiras relacionadas aos postos de combustíveis investigados.

A oitava fase da Operação Unha e Carne busca aprofundar as apurações sobre a estrutura financeira do grupo suspeito, identificar os envolvidos e rastrear os recursos que teriam circulado pelo esquema.

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