A prestigiada banda de indie rock norte-americana The Strokes, originária de Nova York, causou forte repercussão nas redes sociais ao publicar, nesta quarta-feira (14), uma imagem em seu perfil oficial no Instagram manifestando apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A imagem divulgada pelo grupo exibe uma arte com a mensagem “LULA” estampada em destaque ao lado da tradicional estrela vermelha.
Na composição gráfica, o líder político aparece discursando para uma grande multidão durante um comício popular. Para acompanhar a publicação, a banda escolheu como trilha sonora a música “Oblivius (Moretti Remix)”, versão remixada pelo baterista do grupo, o brasileiro-americano Fabrizio Moretti. Em pouco tempo, a postagem mobilizou fãs e seguidores de diversas partes do mundo, somando milhares de curtidas, comentários e compartilhamentos.
“Sou fã de Strokes e estou com Lula”, “dê a ordem camarada Julian Casablancas (vocalista)” e “só podia ser a minha banda preferida” foram alguns dos comentários de brasileiros na publicação.
O posicionamento não chega a ser uma surpresa para quem acompanha a trajetória da banda nova-iorquina. Com raízes brasileiras por conta de Fabrizio Moretti, o grupo já demonstrou alinhamento com pautas de esquerda em diferentes ocasiões, tendo apoiado abertamente políticos progressistas como o senador Bernie Sanders nos Estados Unidos.
Em abril deste ano, os Strokes aproveitaram sua apresentação no Coachella 2026 para criticar os Estados Unidos por supostas intervenções em governos de diferentes países ao longo das últimas décadas. Durante o show, a banda exibiu vídeos de caráter informativo que detalhavam casos de líderes que teriam sido assassinados pela CIA.
Entre as figuras mencionadas estavam importantes nomes da América Latina, como Salvador Allende, ex-presidente do Chile; Jaime Roldós, ex-presidente do Equador; e Juan José Torres, ex-presidente da Bolívia. A apresentação também citou outras personalidades históricas, como Mohammad Mosaddegh, ex-primeiro-ministro do Irã, e Patrice Lumumba, ex-primeiro-ministro do Congo.
A manifestação foi além das supostas intervenções políticas e abordou outras controvérsias envolvendo o governo norte-americano, incluindo o assassinato de Martin Luther King Jr. e as consequências dos conflitos recentes no Irã e na Palestina. A banda afirmou que mais de 30 universidades iranianas foram destruídas pela guerra e encerrou a sequência de vídeos com imagens de um míssil atingindo o que apresentou como “a última universidade em Gaza”.








