O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, declarou nesta terça-feira (13) que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. Apesar das críticas feitas anteriormente à medida, o parlamentar afirmou que seguirá a posição favorável à mudança, que deve ser analisada em primeiro turno pelo Senado nesta quarta-feira (14).
A declaração foi dada após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em decorrência da condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. O posicionamento de Flávio ocorre em meio à pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário na disputa presidencial, para que se manifestasse sobre a proposta.
Ao explicar sua decisão, o senador afirmou que pretende acompanhar a preferência manifestada pela população sobre a jornada de trabalho. “Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores quer o fim da 6×1. Vou votar a favor do fim da 6×1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre”, declarou em entrevista após o encontro com o pai.
Embora tenha anunciado voto favorável à PEC, Flávio Bolsonaro sustenta que a mudança nas regras trabalhistas deveria incluir maior autonomia para empregados e empregadores definirem os horários de trabalho. Segundo ele, a proposta que considera ideal permitiria acordos individuais para adaptar a jornada às necessidades de cada profissional.
O parlamentar também questionou como a eventual mudança contemplaria trabalhadores em regime remoto e pessoas que precisam conciliar o emprego com os cuidados dos filhos.
“Como que fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. Como é que fica aquela mãe que não tem com quem deixar o seu filho, só pode trabalhar por exemplo quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã, ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessada a jornada dela”, declarou o candidato do PL.
Na semana passada, ao apresentar sua posição sobre o tema, Flávio havia defendido uma proposta alternativa à discutida no Congresso Nacional, que classificou como “infinitamente melhor”.
“É dar liberdade ao trabalhador, que escolha a sua própria carga horária, trabalhar, por exemplo, 4 horas por dia, 4 horas de manhã ou 4 horas à tarde, ou trabalhar no final de semana. Nossa proposta é dar liberdade”, afirmou na ocasião.
Apesar das objeções anteriores, Flávio classificou o debate sobre a jornada de trabalho como parte de um “processo de evolução” e reconheceu a necessidade de ampliar o descanso dos trabalhadores. “A gente tem que fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior sim”, declarou.








