O secretário Nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a Meta reconheceu falhas envolvendo a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas ainda não esclareceu questões sobre a atuação da plataforma durante a disputa eleitoral. Em declaração sobre a manifestação da empresa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Valadares cobrou transparência e questionou a permanência de contas consideradas irregulares nas redes sociais.
Segundo o secretário, a Meta admitiu três problemas: a desabilitação indevida da conta de anúncios da campanha Lula Presidente, em 23 de setembro; uma falha técnica na contagem de visualizações dos Reels da página de Lula, em 7 de outubro; e a manutenção de sete contas que violavam a legislação eleitoral e as regras da própria plataforma até o ajuizamento da ação judicial.
“Em outras palavras, a plataforma admite que sete contas violavam a Lei Eleitoral e as próprias regras da Meta, mas permaneciam ativas e só foram retiradas após nossa campanha acionar a Justiça”, afirmou Valadares.
De acordo com o secretário, a campanha petista havia apontado mais de 250 perfis que considerava suspeitos de integrar uma rede de desinformação ou de utilizar mecanismos para contornar a legislação. Após ser intimada, a Meta analisou 35 dessas contas e confirmou irregularidades em sete delas, conforme o relato do dirigente.
Para Valadares, o reconhecimento das falhas não encerra a discussão sobre a atuação da empresa. O secretário destacou que ainda faltam respostas sobre a quantidade de contas irregulares existentes nas plataformas e sobre quantas delas permanecem em atividade. “Quantas contas irregulares ainda existem? Quantas estão ativas?”, questionou.
O dirigente também cobrou esclarecimentos sobre o alcance das publicações dos candidatos e levantou dúvidas sobre a possibilidade de problemas técnicos afetarem as campanhas de maneira desigual. “Esses ‘problemas técnicos’ atingem as duas campanhas igualmente ou criam desequilíbrio na disputa?”, indagou.
Na avaliação apresentada pelo secretário, a falta de transparência nas respostas da empresa representa um desafio para a Justiça Eleitoral e para a sociedade brasileira. Valadares afirmou que o partido continuará recorrendo a representações e ações judiciais para cobrar explicações sobre o funcionamento das plataformas.
PT contesta justificativa da Meta
A manifestação ocorre após a Meta atribuir a problemas técnicos a redução de alcance de conteúdos ligados à campanha de Lula. A empresa negou, por outro lado, as acusações de que estaria favorecendo publicações do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Em nota, a plataforma declarou que as alegações da campanha petista são falsas e afirmou que os problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas. A empresa também reiterou seu compromisso com a isonomia no uso de seus serviços.
O PT contesta a explicação e afirma que a Meta não apresentou evidências suficientes para demonstrar que as falhas atingiram outros anunciantes, mercados ou candidatos brasileiros de maneira equivalente.
A campanha acionou o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), alegando suspeitas de interferência no processo eleitoral. O tribunal determinou que a plataforma apresentasse esclarecimentos no prazo de 48 horas.
“Não vamos abrir mão de denunciar”, diz secretário
Ao final da declaração, Éden Valadares reafirmou que o partido pretende manter a pressão judicial e pública sobre a empresa. O secretário também relacionou a disputa nas redes sociais à mobilização política em torno da candidatura de Lula.
“A gente não vai abrir mão de denunciar. De entrar com representação e ação judicial. Não vamos parar de lutar por transparência”, declarou.
Valadares ainda afirmou que o partido não aceitará o que considera censura ou parcialidade na atuação das plataformas e defendeu que as redes sociais não sejam utilizadas contra a cidadania, a soberania e a democracia.
A Meta se manifestou no nosso processo, nosso da campanha do Presidente Lula, em resposta ao despacho do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral.
De forma resumida, a META admitiu (1) que houve desabilitação indevida da conta de anúncios da campanha Lula Presidente em 23/09; (2) aue houve falha técnica na contagem de visualizações dos Reels da Página do Presidente Lula no dia 7/10; e (3) a manutenção de sete contas violadoras ativas até o ajuizamento da ação.
Em outras, a plataforma admite que 7 contas violavam a Lei Eleitoral e as próprias regras da Meta, mas permaneciam ativas e só foram retiradas após nossa campanha acionar a Justiça.
Repare, nós apontamos mais de 250 perfis que entendemos compor uma rede de desinformação e/ou de formas de burlar a Lei. A Meta, depois de intimada, analisou 35 dessas contas e confirmou irregulares em sete delas.
Mas ainda assim ficam várias perguntas sem respostas:
Quantas contas irregulares ainda existem?
Quantas estão ativas?
Esses “problemas técnicos” atingem as duas campanhas igualmente ou criam desequilíbrio na disputa?A opacidade das respostas e a falta de transparência na gestão destas redes seguem como uma falta da empresa — e como um desafio para a Justiça Eleitoral e a sociedade brasileira como um todo.
A gente não vai abrir mão de denunciar. De entrar com representação e ação judicial. Não vamos parar de lutar por transparência.
Justamente quando a virada começa a acontecer, nas ruas e nas redes. Mais de 1 milhão na Paulista, em Copacabana, mais de 1,5 milhão no Canal do Lula, não vamos aceitar nem censura nem parcialidade.
As redes sociais não podem ser armas contra a cidadania, a soberania e a democracia.
Estamos de olho, na luta e vamos virar!
— Éden Valadares (@edenvaladares) October 13, 2026








