O Ministério Público da Bahia (MPBA) desmentiu, nesta quarta-feira (7), a informação de que teria pedido pena máxima de 61 anos de prisão para o apresentador Marcelo Castro, denunciado por envolvimento em um suposto esquema de desvio de doações via Pix durante sua passagem pela Record Bahia.
Em nota, o órgão esclareceu que não solicitou uma pena específica de 61 anos nem a aplicação da pena máxima, conforme noticiou inicialmente a coluna F5, da Folha de S. Paulo. O MPBA informou que pediu à Justiça a fixação de penas acima do mínimo legal previsto para cada um dos crimes atribuídos ao apresentador.
A definição da quantidade de anos de prisão, segundo o Ministério Público, cabe ao Poder Judiciário. O caso ainda não foi julgado.
Nas alegações finais, o MPBA requereu a condenação de Marcelo Castro à pena de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de apropriação indébita, associação criminosa e lavagem de capitais. O processo segue agora para análise da Justiça, que deverá avaliar as acusações e decidir se haverá condenação e quais penas serão aplicadas.
Acusação aponta suposto desvio de doações
Marcelo Castro, que atualmente apresenta o programa Alô Juca, da TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia, é acusado pelo Ministério Público de integrar e liderar uma organização criminosa que teria desviado recursos arrecadados em campanhas de ajuda exibidas em reportagens.
As investigações tiveram como foco fatos ocorridos entre 2022 e 2023, quando Castro trabalhava como repórter do Balanço Geral Bahia, da Record.
Segundo a investigação, o grupo teria arrecadado mais de R$ 540 mil em doações destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. Aproximadamente R$ 410 mil teriam sido apropriados pelos envolvidos, enquanto cerca de R$ 135,9 mil teriam chegado efetivamente às vítimas.
Além de Marcelo Castro, outras 11 pessoas são acusadas de participação no suposto esquema. Entre elas está Jamerson Oliveira, que atualmente trabalha como editor-chefe do programa apresentado por Castro.
O MPBA também pediu que os acusados sejam responsabilizados pelo pagamento de R$ 1 milhão em indenização por danos materiais às vítimas.
Marcelo Castro nega participação em organização criminosa desde o início das investigações. Por meio de seus advogados, o apresentador afirmou que os recursos recebidos nas campanhas foram destinados às pessoas que haviam solicitado ajuda. A Justiça ainda não proferiu sentença. Até o momento, portanto, não há pena definida para Marcelo Castro.








