Cesta Básica de Salvador apresenta aumento de 3,64%

Foto: Jean Vagner/SEI

A Cesta Básica de Salvador ficou mais cara em setembro de 2026. Calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o custo chegou a R$ 608,50, alta de 3,64% em relação a agosto. O aumento representa uma elevação nominal de R$ 21,38 no período.

O levantamento foi realizado a partir de 3.353 cotações de preços em 88 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

Entre os 25 produtos que compõem a cesta, 17 registraram aumento de preço. As maiores altas foram observadas no tomate (43,75%), flocão de milho (34,48%) e batata inglesa (34,16%). Também ficaram mais caros a cebola (17,20%), maçã (7,46%), farinha de mandioca (6,54%), café moído (5,36%) e banana prata (5,33%).

Completam a lista de produtos que tiveram aumento: arroz (3,56%), óleo de soja (2,63%), linguiça calabresa (2,48%), queijo muçarela (2,19%), carne de segunda (1,74%), açúcar cristal (1,51%), leite (1,08%), carne de sertão (0,91%) e carne de primeira (0,26%).

Na outra ponta, oito produtos apresentaram queda nos preços. A maior redução foi registrada pela cenoura (-7,46%), seguida por feijão (-5,17%), frango (-4,48%), queijo prato (-2,47%), ovos de galinha (-2,34%), macarrão (-1,78%), pão francês (-0,77%) e manteiga (-0,29%).

Clima e oferta influenciam preços

Segundo a SEI, as condições climáticas, especialmente a ocorrência de chuvas e as temperaturas mais amenas nas regiões produtoras, além das oscilações entre oferta e demanda, foram determinantes para o comportamento dos preços em setembro.

O tomate foi o principal destaque entre as altas. A valorização ocorreu em meio à redução da oferta nos principais mercados do país. As temperaturas mais baixas retardaram o ciclo das plantas e a maturação dos frutos, enquanto o esgotamento das áreas em ponto de colheita e as chuvas dificultaram as atividades no campo.

Com a menor disponibilidade de tomates próprios para comercialização, os entrepostos registraram presença significativa de frutos verdes, cenário comum em períodos de valorização do produto. A trajetória de alta começou na segunda metade de agosto e se manteve ao longo de setembro.

Almoço concentra maior alta

O grupo de produtos utilizados no almoço típico soteropolitano, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou alta de 5,27% em setembro. Juntos, esses itens representaram 37,78% do valor total da Cesta Básica de Salvador.

Já os alimentos tradicionalmente associados à refeição matinal, como café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, tiveram aumento de 0,57% no mês. O grupo correspondeu a 35,35% do custo total da cesta.

Cesta compromete mais de 40% do salário mínimo

Para comprar uma Cesta Básica de Salvador em setembro, um trabalhador soteropolitano precisou dedicar 89 horas e 16 minutos de trabalho.

O valor correspondeu a 40,58% do salário mínimo líquido, de R$ 1.499,43, já descontada a contribuição de 7,50% para a Previdência Social.

Com a alta registrada em setembro, o custo da alimentação básica voltou a pressionar o orçamento dos trabalhadores da capital baiana, especialmente diante do avanço de itens essenciais como tomate, batata, cebola e flocão de milho.

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