O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026 com uma desvantagem de 1,87 ponto percentual para Flávio Bolsonaro (PL), diferença significativamente menor do que a enfrentada por Fernando Haddad (PT) diante de Jair Bolsonaro em 2018.
No primeiro turno realizado neste domingo (4), Flávio Bolsonaro somou 56.104.268 votos, correspondentes a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53.876.617 votos, ou 45,16%. Em números absolutos, a distância entre os dois candidatos ficou em 2.227.651 votos.
O cenário contrasta com o registrado na eleição presidencial de 2018, quando o PT também avançou ao segundo turno em segundo lugar diante de um candidato da família Bolsonaro.
Naquele ano, Jair Bolsonaro terminou a primeira etapa da disputa com 49.276.990 votos, o equivalente a 46,03% dos válidos. Haddad alcançou 31.342.005 votos, ou 29,28%. A diferença chegou a 16,75 pontos percentuais, com vantagem de quase 17,94 milhões de votos para Bolsonaro.
No segundo turno, porém, Haddad ampliou consideravelmente sua votação. O candidato petista chegou a 47.040.906 votos, enquanto Bolsonaro terminou eleito com 57.797.847.
Haddad acrescentou 15.698.901 votos ao resultado obtido na primeira rodada. Bolsonaro também aumentou sua votação, incorporando mais 8.520.857 votos.
Com isso, a vantagem do então candidato do PSL caiu de aproximadamente 17,94 milhões para 10,76 milhões de votos. A diferença percentual recuou de 16,75 para 10,26 pontos, uma redução de 6,49 pontos percentuais.
A distância que Haddad conseguiu diminuir, portanto, foi mais de três vezes superior àquela que Lula precisa superar agora para ultrapassar Flávio Bolsonaro.
Comparação não determina resultado
Apesar da diferença menor, os números de 2018 não permitem antecipar o comportamento do eleitorado em 2026. O segundo turno representa uma nova etapa da eleição, na qual os votos destinados aos candidatos eliminados precisam ser redistribuídos.
Também podem ocorrer mudanças nos índices de abstenção, votos brancos e nulos. Além disso, fatores políticos e eleitorais específicos de cada disputa influenciam a decisão dos eleitores.
A comparação serve, portanto, para dimensionar o tamanho do desafio de Lula neste segundo turno. Em termos matemáticos, o petista parte de uma distância consideravelmente menor daquela enfrentada por Haddad há oito anos.
A votação decisiva para a Presidência da República está marcada para 25 de outubro.








