Uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta quinta-feira (10) desarticulou um esquema interestadual de tráfico de drogas e armas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Batizada de Operação Reino Oculto, a ação já resultou na prisão de 32 pessoas e na apreensão de mais de R$ 80 mil em espécie.
As investigações começaram em março deste ano e identificaram uma estrutura criminosa dividida em núcleos responsáveis pelo comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda de drogas, além do fornecimento de armas de fogo e munições. Segundo a polícia, o grupo movimentou mais de R$ 4 milhões.
Os mandados judiciais foram cumpridos em bairros de Salvador e da Região Metropolitana, além dos municípios baianos de Simões Filho, Juazeiro e Senhor do Bonfim. A operação também alcançou cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
Entre os presos está uma mulher de 42 anos, apontada como responsável pelo transporte clandestino de drogas entre os estados. De acordo com as investigações, ela trabalhava em uma empresa de transporte de encomendas e utilizava a estrutura da companhia para enviar materiais ilícitos.
Uma das estratégias utilizadas pelo grupo era esconder drogas dentro de falsas encomendas, principalmente no interior de eletrodomésticos. As cargas eram encaminhadas para outros estados como parte do esquema de distribuição.
As apurações também apontaram que a organização criminosa atuava no comércio ilegal de armas de fogo e munições, incluindo munições de calibre 5,56. O transporte dos armamentos, segundo a Polícia Civil, era realizado com o uso de uma empresa de fachada.
A operação investiga crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
Na Bahia, as ordens judiciais foram cumpridas nos bairros de Pau da Lima, Fazenda Grande I, Arraial do Retiro, Itacaranha, Imbuí, Itapuã, Vale dos Lagos, Pernambués e São Cristóvão, em Salvador. Também houve diligências em Vida Nova e Ipitanga, em Lauro de Freitas; Vila de Abrantes, em Camaçari; além de Simões Filho, Juazeiro e Senhor do Bonfim.
Nos demais estados, as ações ocorreram em Guarujá e na capital paulista, em São Paulo; Serra e Vitória, no Espírito Santo; e Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.
Mais de 250 policiais civis participam da megaoperação, que conta com apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MPBA), além de diferentes departamentos e unidades especializadas da Polícia Civil baiana e das Polícias Civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
A investigação é conduzida pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com participação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), dos departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), Polícia do Interior (Depin), Inteligência Policial (DIP), Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) e de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).
Também integram as ações a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core), o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e as forças policiais dos três estados envolvidos na operação.











