O senador Jaques Wagner (PT) voltou a destacar seu papel na mudança do cenário político da Bahia e atribuiu à sua eleição para o governo estadual, em 2006, a ruptura com a influência do grupo carlista no estado. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pelo BNews e pela Baiana FM (89,3).
Ao relembrar a disputa política daquele período, Wagner afirmou que sua vitória foi determinante para encerrar um ciclo de predominância política na Bahia e defendeu que sua trajetória seja reconhecida como parte central dessa transformação.
“Eu tenho que também bater no peito e dizer assim: ‘Papai aqui foi quem teve coragem para derrotar o carlismo na Bahia e abrir novos horizontes para a política e para o empresariado baiano’”, declarou.
O senador também associou a vitória de 2006 ao fim de uma fase que classificou como de “pensamento único” na política baiana. Segundo ele, havia pouca abertura para posições divergentes antes da mudança no comando do estado.
“Antigamente, na Bahia, ninguém tinha direito de pensar. Tinha que pedir amém ao chefe”, disse.
Durante a sabatina, Wagner direcionou críticas a ACM Neto (União Brasil), candidato da oposição ao governo baiano. O senador afirmou que o ex-prefeito de Salvador mantém uma visão política que, em sua avaliação, remete à atuação de seu avô, Antônio Carlos Magalhães, figura central do carlismo baiano.
“A cabeça dele é do tempo ainda do regime militar. É do tempo do avô, então ele acha que manda em tudo”, afirmou.
Eu tive a coragem de derrotar o carlismo e abrir novos horizontes na Bahia. O ex-prefeito da capital ainda não entendeu que o tempo passou. Ele acha que tem que gritar o resto baixar a cabeça. Ele disse que ia humilhar o governador @jeronimoba13, mas esse tempo na Bahia já se… pic.twitter.com/d1JmkYTLzx
— Jaques Wagner 130 (@jaqueswagner) September 8, 2026










