O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua frente sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Planalto, conforme revela levantamento do instituto AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta segunda-feira (31). A distância entre o petista e o candidato adversário atingiu 9,7 pontos percentuais nas intenções de voto para o primeiro turno.
A sondagem, registrada sob o número BR-07972/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), evidencia um movimento de baixa para os dois postulantes que lideram as preferências. O atual chefe do Executivo oscilou negativamente de 45% para 43,6%, recuo de 1,4 ponto percentual. Já o filho de Jair Bolsonaro sofreu uma diminuição mais acentuada, passando de 36% para 33,7% – queda de 2,3 pontos.
Enquanto os protagonistas experimentam essa retração, o cenário político assiste à ascensão de Augusto Cury (Avante). O escritor, que agora integra o espectro frequentemente chamado de “terceira via”, conquistou 7,8% da preferência do eleitorado e assumiu a terceira colocação. Seu desempenho supera o de Renan Santos (Missão), que registrou 7,6%, após ter oscilado de 8% para este patamar.
A liderança de Lula se confirma em todas as simulações para uma segunda rodada realizadas pelo instituto. Num confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o petista obteria 47,1% dos votos, contra 42,6% do adversário.
Mesmo diante de um oponente de peso como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso por suspeita de envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado, o petista manteria a dianteira. Nesse cenário, a diferença se estreita, com o atual mandatário alcançando 46,8%, ante 44,1% do ex-mandatário.
As projeções também são favoráveis ao presidente em embates com outros nomes cotados, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos. Nestas hipóteses, a margem de Lula sobre cada um dos oponentes varia de 5,6 a expressivos 21,5 pontos percentuais.
O trabalho de campo da AtlasIntel, encomendado pela Bloomberg, ouviu 5.014 pessoas através de recrutamento digital. As entrevistas ocorreram entre os dias 26 e 30 de agosto de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.









