Operação desmonta esquema de canetas emagrecedoras ilegais

Foto: Divulgação / Ascom PCBA

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Caneta Fake para desarticular um esquema de comercialização clandestina de medicamentos injetáveis de alto valor utilizados no emagrecimento. A ação foi realizada em Paulo Afonso, no norte baiano, e em Maceió, capital de Alagoas, onde foram cumpridos mais de 15 mandados de busca e apreensão contra um grupo investigado por armazenar, vender e aplicar produtos sem autorização dos órgãos de controle sanitário.

As investigações, conduzidas pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso, identificaram que os suspeitos negociavam substâncias à base de tirzepatida e retatrutida sem registro autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e sem comprovação da origem dos medicamentos. Diante das evidências reunidas durante a apuração, a Polícia Civil solicitou medidas cautelares à Justiça, que autorizou o cumprimento dos mandados.

Durante a operação, os policiais apreenderam medicamentos e materiais utilizados na comercialização irregular, incluindo produtos identificados preliminarmente como retatrutida e tirzepatida, vendidos sob diferentes marcas e apresentações, entre elas Retatrutide 12 mg, Retagen, Retagen 120 mg, Retatrutide – Synedica, T.G. 15 e TIRZEC 15.

Além dos medicamentos, foram encontrados aplicadores de injetáveis, cápsulas e comprimidos sem identificação regular, seringas de insulina, agulhas descartáveis, recipientes destinados ao armazenamento das substâncias e diversos documentos relacionados à atividade investigada. Também foram recolhidos receituários, registros de atendimentos, aparelhos celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos, que passarão por perícia.

A análise inicial do material apreendido reforçou os indícios de comercialização ilegal dos medicamentos investigados. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo estimado ao grupo criminoso é de aproximadamente R$ 100 mil, valor que poderá aumentar após a conclusão das perícias e a identificação de todos os produtos recolhidos.

As investigações continuam para aprofundar a análise dos medicamentos, documentos e dispositivos eletrônicos apreendidos. O objetivo é identificar possíveis integrantes da organização, esclarecer toda a estrutura do esquema e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

A Operação Caneta Fake foi coordenada pela Delegacia Territorial de Paulo Afonso, vinculada à 18ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (18ª Coorpin), com apoio da Diretoria Regional de Polícia do Interior Norte (Dirpin/Norte), dos Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Nordeste e GATTI/Norte), das Delegacias Territoriais de Glória, Santa Brígida e Coronel João Sá, da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Paulo Afonso e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).

A ação também contou com a participação da Polícia Civil de Alagoas, por meio do Núcleo de Planejamento Operacional e da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), responsável pelo cumprimento das ordens judiciais em Maceió, reforçando a atuação conjunta entre as forças de segurança dos dois estados no combate ao comércio clandestino de medicamentos.

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