A Polícia Civil da Bahia prendeu dois investigados por envolvimento no assassinato da advogada Cláudia Félix de Oliveira, de 51 anos, morta a tiros dentro da própria residência, em Itororó, no sudoeste baiano. As prisões ocorreram durante a Operação Vendetta, deflagrada na segunda-feira (3), que também cumpriu mandados de busca e apreensão e avançou na identificação de outros suspeitos ligados ao crime.
De acordo com as investigações, um dos presos é um homem de 27 anos, localizado na saída do Conjunto Penal de Lauro de Freitas, onde atua como monitor de ressocialização terceirizado. Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, os policiais apreenderam uma pistola calibre .38 TCP, dois carregadores e 23 munições.
Também foram realizadas buscas em dois imóveis vinculados ao investigado, no município de Dias d’Ávila. Nos endereços, as equipes encontraram duas pistolas de airsoft, um fuzil de airsoft, um colete tático, 67 estojos de munições de diferentes calibres, dois rádios comunicadores e um documento pertencente a outro homem investigado, de 39 anos. Todo o material será submetido à perícia e passará a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil.
O segundo mandado de prisão temporária foi cumprido contra um policial militar da ativa, de 29 anos, apontado pelas apurações como participante da execução do homicídio.
As diligências revelaram que os dois presos, acompanhados de um terceiro investigado, de 39 anos, e de um quarto suspeito ainda não identificado, deixaram Dias d’Ávila na noite de 24 de julho em direção a Itororó. Na madrugada seguinte, o grupo teria invadido a residência da advogada, onde ela foi assassinada a tiros. A investigação também aponta que, dias antes do crime, os envolvidos viajaram ao município para monitorar a rotina da vítima.
Segundo a Polícia Civil, a principal linha investigativa indica que a motivação do homicídio está relacionada a uma dívida atribuída a um sobrinho da advogada com um homem de 20 anos, morador de Camaçari. Conforme as apurações, ele é apontado como o suposto mandante do assassinato.
“As investigações apontam que o crime está relacionado a um contexto de cobranças decorrentes de um suposto prejuízo financeiro atribuído a um familiar da vítima, hipótese que segue sendo apurada pela Polícia Civil. Com base nas provas reunidas até o momento, a autoridade policial representou pela decretação das prisões temporárias dos investigados. Até o momento, dois deles já foram presos. Os demais alvos permanecem foragidos e estão sendo procurados pelas equipes policiais. É importante destacar que as investigações continuam em andamento para esclarecer integralmente a dinâmica do crime, individualizar a conduta de cada investigado e reunir todos os elementos de prova que serão encaminhados ao Poder Judiciário”, afirmou o diretor regional da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste), delegado Roberto Júnior.
As investigações também permitiram localizar os dois veículos utilizados na ação criminosa. Os automóveis haviam sido alugados e um deles circulava com placa adulterada, conforme constatado pelos investigadores. Ambos foram apreendidos e passarão por análise.
Após o cumprimento das ordens judiciais, os dois presos foram encaminhados à unidade policial, onde permaneceram custodiados à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que as buscas continuam para localizar os demais envolvidos, aprofundar a apuração dos fatos e concluir o inquérito sobre o assassinato da advogada.











