O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), anunciou que solicitará à Justiça a ampliação dos efeitos da operação deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) na última segunda-feira (13), que resultou no afastamento do secretário Luciano Sandes e mirou o vereador licenciado George, O Gordinho da Favela (PP). Segundo o gestor, a medida visa o rompimento total dos vínculos contratuais mantidos com as empresas investigadas e a suspensão de futuros repasses financeiros.
Em pronunciamento realizado no bairro de Pau da Lima, na noite de terça-feira (14), o gestor municipal defendeu a atuação dos procuradores e revelou que o Palácio Thomé de Souza já havia iniciado um movimento administrativo contra as empresas citadas na apuração. Ações como aplicação de multas, rescisão de acordos e preparação de processos para declarar inidoneidade estavam em curso antes mesmo da deflagração da força-tarefa, conforme afirmou o chefe do Executivo.
“Agradecemos ao Ministério Público pela apuração. Há muito a Prefeitura já vinha em diversas batalhas, seja administrativas, penalizando essas empresas, rescindindo contratos, aplicando multas”, declarou Bruno Reis. “Estávamos na iminência de decretar a inidoneidade para que elas ficassem impossibilitadas de contratar com o município”, acrescentou.
O prefeito destacou que o trabalho conduzido pelo MP-BA representa um serviço relevante prestado à capital baiana e que a gestão municipal atuará para garantir o encerramento definitivo das parcerias firmadas com os alvos da investigação. A solicitação ao Judiciário busca ampliar os efeitos legais da decisão, assegurando que nenhum pagamento pendente seja efetuado.
Sobre a eventual participação de funcionários municipais no esquema revelado, Bruno Reis adotou postura firme ao afirmar que todos os envolvidos em práticas irregulares devem responder perante a Justiça. “Quem tiver culpa, depois do devido contraditório e da ampla defesa, seja servidor nosso, seja servidor do Estado, depois de poder exercer o direito de defesa, caso tenha cometido alguma ilegalidade, que seja cumprido o que determina a lei”, enfatizou.








