O desfile do Dois de Julho deste ano, em Salvador, foi marcado por vaias a diversos políticos que compareceram às celebrações da Lapinha até o Pelourinho. Tanto políticos da base governista, quanto do campo da oposição passaram por trechos onde receberam críticas e desaprovação dos soteropolitanos. Entre eles, o senador Jaques Wagner (PT-BA), que teve o nome citado em uma operação da Polícia Federal envolvendo o Banco Master, classificou como “guerra de torcidas natural” o coro de vaias que recebeu durante o percurso, na quinta-feira (2).
O senador e pré-candidato a reeleição afirmou que os protestos fazem parte do jogo político em época de campanha. “Na verdade, o Dois de Julho, no ano eleitoral, sempre fica uma guerra de torcidas. Então é natural. Uma vaia daqui, um aplauso dali. Eu acho que é o normal. O Dois de Julho pra mim é maior do que isso tudo. Ainda mais esse ano, que ele virou uma referência nacional com a sanção pelo presidente Lula, da transferência da capital do Brasil para Salvador. Agora a guerra política é guerra política. São as torcidas organizadas que vão pra campo. Uma xinga daqui, outra xinga de lá. Eu prefiro preservar o Dois de Julho, mas, pra mim, é o normal do que acontece todo ano no ano eleitoral”, declarou o parlamentar, durante compromisso com o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Sobre a suposta atuação no Senado em benefício do banco de Daniel Vorcaro, Wagner voltou a negar as acusações.










