Wagner classifica rejeição de Messias ao STF como “crueldade”

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em entrevista ao GloboNews nesta segunda-feira (11), o senador Jaques Wagner (PT) disparou críticas à votação histórica que resultou na rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O petista não poupou palavras ao descrever o episódio ocorrido no Senado.

“A rejeição de Jorge Messias foi uma crueldade e uma violência institucional”, afirmou Wagner. O senador destacou que a indicação de ministros do STF é prerrogativa exclusiva do presidente da República, cabendo ao Senado apenas verificar a reputação ilibada e o notório saber jurídico do indicado.

Segundo o parlamentar, o contexto eleitoral influenciou negativamente a votação: “É ano eleitoral, juntou o pessoal da oposição e a torcida por um outro nome, mas, para mim, o mais cruel é pegar um jovem absolutamente preparado e descontar nele aquilo que gostariam de descontar em cima do presidente Lula. Foi uma triste tarde no Senado Federal.”

Jaques Wagner também revelou ter sido surpreendido pelo resultado, afirmando ter sido “traído enquanto governo” e pessoalmente traído na votação. “Porque a minha conta era outra. Para mim, foi uma decepção, porque eu disse a todos que não era justo deixar uma marca de ‘rejeitado’ a um jovem tão preparado quanto Messias.”

O senador concluiu sua crítica ao dizer que os parlamentares que votaram contra “resolveram transformar aquele episódio em uma vingança ou em uma antecipação do processo eleitoral”. A rejeição de Messias representa um revés significativo para o Planalto e marca um raro episódio de derrota de uma indicação presidencial para a mais alta corte do país.

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