Uma força-tarefa deflagrada na manhã desta quinta-feira (7) no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, cumpriu mandados contra os núcleos operacional e financeiro do Comando Vermelho (CV). Batizada de Operação Swell, a ação se estende por Maragogipe, Itaparica e Rio de Janeiro, com o objetivo de desmontar a logística criminosa que sustenta a facção na região conhecida como “QG” do grupo.
No Rio de Janeiro, agentes prenderam a esposa de um dos líderes da organização. Ela foi localizada em um imóvel de alto padrão na Estrada do Engenho D’Água, bairro do Anil, em Jacarepaguá. Segundo as apurações, a mulher comandava a lavagem de dinheiro e toda a engrenagem financeira do bando. O marido, apontado como chefe de uma célula do CV no estado fluminense, segue foragido no Complexo do Alemão. Apesar de baiano, ele exerce função de liderança fora da Bahia, mantendo contato direto com integrantes responsáveis pelo tráfico, comércio ilegal de armas e movimentação de recursos.
Em Salvador, no próprio Nordeste de Amaralina, foi detido um homem acusado de transportar armas e entorpecentes por ordem da cúpula radicada no Rio. Ele atuava como elo entre os criminosos baianos e fluminenses. Outro preso na capital exercia a função de gerente do tráfico em uma área da mesma localidade. Também foi capturado um investigado que participa do esquema financeiro da facção – primo do líder que continua foragido.
À parte das prisões programadas, um homem foi detido em flagrante no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, por obstrução de investigação. Ao notar a aproximação policial, ele arremessou pela janela aproximadamente R$ 50 mil em espécie e um celular, tentando destruir provas.
Números da operação
Além das cinco prisões, a Justiça determinou o cumprimento de três mandados contra investigados já custodiados no sistema prisional. Foram realizados 15 mandados de busca e apreensão – 13 na Bahia (Salvador, Itaparica e Maragogipe) e dois no Rio de Janeiro. Os policiais apreenderam dois veículos (um Volvo e um Nivus), uma motocicleta, 12 celulares, equipamentos eletrônicos, documentos e R$ 60 mil em dinheiro.
A ação é coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD), integra a RENOCRIM – Fase 1 (Rede Nacional de Unidades Especializadas no Enfrentamento das Organizações Criminosas) e reuniu mais de 150 policiais civis. Contou com apoio do DENARC, DEIC, DHPP, DEPOM, DIP, DPMCV, CORE, da 4ª COORPIN (Santo Antônio de Jesus) e da Polícia Civil do Rio de Janeiro.









