Escola anunciada por Bruno e Roma em 2022 segue com obras paradas

Foto: Divulgação / Prefeitura de Salvador

Quase três anos depois do prazo previsto para entrega, a construção de uma unidade de ensino voltada a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) permanece paralisada no bairro do Stiep, em Salvador. Iniciada em 2021 com previsão de conclusão em 2023, a Escola Municipal do Curralinho teve o contrato com a construtora encerrado pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), que agora busca uma nova empresa para retomar os trabalhos.

A unidade será administrada pela Associação dos Amigos do Autista (AMA-BA), que também instalará sua sede no local. O investimento inicialmente anunciado foi de R$ 12 milhões, sendo R$ 9,5 milhões provenientes do Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Desse montante, cerca de 60%, exatos R$ 5.739.342,96, já foram repassados. Ainda faltam R$ 3.826.228,67 para atingir o valor originalmente pactuado, mas a Smed admitiu ao G1 que o custo final da obra pode ser maior.

A interrupção dos serviços, conforme justificou a pasta municipal, ocorreu devido à necessidade de ajustes no projeto original. A gestão, no entanto, não detalhou quais modificações seriam necessárias. O processo licitatório para contratação de uma nova construtora ainda está em fase interna, e novos valores devem ser apresentados. A nova estimativa da Smed aponta que a construção será finalizada no segundo semestre deste ano.

Em 6 de janeiro de 2022, o prefeito Bruno Reis assinou a ordem de serviço para o início das obras, em cerimônia que contou com a presença do então ministro da Cidadania, João Roma (PL), hoje pré-candidato ao Senado na chapa de ACM Neto (União Brasil). No dia, Bruno reforçou que Roma articulou a liberação dos recursos federais junto ao MEC.

“Lembrando um pouco essa história, eu ainda como secretário de Infraestrutura recebi os dirigentes da AMA onde esse terreno já tinha sido cedido pela prefeitura pra essa instituição. Eles aqui queriam implantar uma escola. Tinham o projeto conceitual, à época, como secretário, nós assumimos esse projeto, elaboramos um projeto executivo com todos os detalhes deste a parte de construção física, projeto elétrico e hidráulico e partimos pra viabilizar os recursos”, contou o gestor municipal na ocasião. “Na época acionamos o deputado federal João Roma, que fez essa articulação junto ao Ministério da Educação, o FNDE, aprovamos o projeto lá, viabilizamos R$ 12 milhões e hoje estamos aqui para dar início a esta obra”.

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