O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu nesta terça-feira (7) as acusações do governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o cancelamento de uma agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrega de moradias do Programa Minha Casa Minha Vida. O gestor municipal afirmou que o governo estadual não apresentou a documentação exigida nos prazos corretos.
Durante entrevista coletiva na capital baiana, Reis detalhou que a Prefeitura chegou a autorizar a cerimônia mesmo diante da falta de papéis completos. “Com uma equipe incompetente, não entregaram os documentos a tempo, mas na sexta-feira, Sóstenes [Macedo] disse a eles que eles podiam inaugurar. O que é que fizeram? Ficaram tomando whisky até tarde no Palácio de Ondina com dinheiro do povo. Se atrasaram, chegaram atrasados para dar uma volta no VLT e aí não foram entregar as casas”, declarou o prefeito.
O gestor ainda acrescentou que a falta de comprometimento resultou na ausência do grupo governista no evento. “A prefeitura, mesmo sem ter os documentos ou se tratar de uma obra pública, disse que podia ser inaugurada. E eles não foram porque estavam dormindo tarde e ao invés de acordar cedo para trabalhar e melhorar a vida do povo, ficam inventando justificativas e desculpas”, completou.
Governador culpa a Prefeitura
Segundo o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a cerimônia que aconteceria na manhã de quinta-feira (2), no Subúrbio de Salvador, com a presença do presidente, foi suspensa por um motivo burocrático: a prefeitura não emitiu o “Habite-se” do residencial.
“Estava previsto que o presidente participasse de duas entregas. Uma aconteceu, no Jaguaribe. A outra, infelizmente, não pôde ser realizada porque a administração municipal não liberou o documento que atesta as condições de uso do imóvel”, declarou Jerônimo. Sem o aval, explicou o governador, nem o governo federal nem o Ministério das Cidades podem oficializar a transferência das chaves.
Apesar do contratempo, o presidente seguiu com parte da programação em Salvador. Ao lado de Jerônimo, Lula autorizou as obras do Tramo IV da Linha 1 do metrô e lançou o edital de expansão do VLT no trecho entre a Baixa do Fiscal e o Retiro, além de outros anúncios na área da mobilidade urbana.









