O ministro da Casa Civil, Rui Costa, desmentiu categoricamente, nesta sexta-feira (27), a existência de um suposto pacto nos bastidores entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), com o objetivo de abafar o escândalo financeiro envolvendo o Banco Master durante a corrida eleitoral na Bahia. A informação foi originalmente divulgada pelo jornal O Globo.
O chefe da Casa Civil refutou a publicação durante um encontro com prefeitos no Centro de Convenções de Salvador, argumentando que se vê obrigado a responder repetidamente a alegações que considera infundadas.
“De novo, a gente tem que ficar toda hora negando fake news, negando mentira. Eu nunca participei de conversa. Eu tenho falado. Falei na entrevista da Record. Falei hoje de novo na rádio. Toda vez que me perguntam, eu vou falar. Eu não tenho acordo com ninguém. Eu nunca fiz acordo com ninguém”, declarou Rui Costa ao Portal MundoBA.
Ambas as figuras políticas tiveram seus nomes mencionados em meio às investigações sobre a instituição financeira. Conforme apontado em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões da entidade comandada por Daniel Vorcaro e da gestora Reag. Os depósitos ocorreram entre março de 2023 e maio de 2024, período posterior às eleições de 2022. O ex-prefeito afirmou que os valores se referem à prestação de serviços de consultoria.
Do lado do governo federal, Rui Costa admitiu publicamente, em entrevista à TV Record, ter se encontrado com o banqueiro em uma ocasião no Palácio do Planalto, fora da agenda oficial do presidente Lula. Na ocasião, o ministro declarou não temer ser implicado no caso em razão de uma possível delação de Vorcaro.
O chefe da Casa Civil também rejeita as acusações feitas por adversários de que teria beneficiado o Master por meio de decisões tomadas enquanto ocupava o governo da Bahia. Um dos pontos levantados pelos críticos foi a venda da Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da Cesta do Povo, cujo leilão foi vencido pelo empresário baiano Augusto Lima. Posteriormente, Lima tornou-se sócio de Daniel Vorcaro, que está preso desde o dia 6 de março, em sua segunda detenção relacionada ao caso.









