Onze pessoas foram detidas na manhã desta terça-feira (17) durante uma força-tarefa deflagrada em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, para desarticular uma célula da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM). A Operação Cluster, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo.
As investigações, iniciadas em 2025, mapearam a estrutura de um braço da organização responsável por comandar o tráfico de drogas, a venda ilegal de armas de fogo e uma série de delitos violentos na localidade. Com o avanço dos trabalhos, os agentes obtiveram autorizações judiciais para capturar suspeitos que estavam em liberdade e também aqueles que já se encontravam custodiados em outras unidades prisionais.
Entre os conduzidos nesta fase está uma mulher apontada pelas autoridades como operadora financeira da associação criminosa. Outro detido, um homem, exerceria a função de gerir a logística do esquema ilícito. Os demais capturados são alvos por envolvimento direto com a comercialização de entorpecentes na região. Durante as buscas, equipes policiais apreenderam cadernos de anotações, telefones celulares e documentos, materiais que passarão por perícia para auxiliar no desdobramento das investigações.
As diligências também escancararam a ligação da facção com um crime de grande repercussão. Conforme relatos da polícia, há indícios robustos de que membros da quadrilha participaram do assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, a Mãe Bernadete, ocorrido em agosto de 2023. Com o avanço das investigações, foram obtidos novos mandados de prisão contra investigados já custodiados, além de um alvo que se encontra foragido, todos apontados como participantes do crime.
A complexidade da operação exigiu a integração de diversas forças de segurança. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o Departamento de Investigações Criminais (Deic), o Draco e a Polinter atuaram em conjunto com o Denarc. O suporte técnico para a análise dos vestígios colhidos ficou a cargo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que também auxiliou nos trabalhos de campo para garantir a solidez das provas que serão anexadas aos inquéritos.









