Conselho do UB contesta gastos de fundação presidida por Neto

Foto: Divulgação, Assessoria ACM Neto

O conselho fiscal do União Brasil vive um clima de tensão após a recusa da Fundação Índigo em apresentar notas fiscais que comprovem despesas milionárias realizadas ao longo de 2025. Presidida pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto, a organização de formação política gastou R$ 5,9 milhões em serviços prestados por terceiros, mas os documentos que detalham a aplicação desse montante foram negados aos membros fiscalizadores do partido.

As informações foram antecipadas pela coluna de Andreza Matias, no site Metrópoles. Conforme o balanço da entidade, os recursos públicos que abastecem a fundação também financiaram missões internacionais. Viagens para fora do país consumiram R$ 1,5 milhão, sendo que, desse total, R$ 1 milhão foi igualmente destinado a terceiros, sem especificação. Em diárias, os pagamentos somaram R$ 453.250.

O patrimônio da Fundação Índigo é robusto. Somente em caixa, a entidade contava com R$ 54,6 milhões de verbas públicas no ano passado. Apesar da abundância de recursos e da missão estatutária de preparar novos líderes políticos e gestores públicos, o investimento em formação política despencou. Em 2024, a legenda havia desembolsado R$ 758.648 para essa finalidade, mas, em 2025, o valor foi reduzido a apenas R$ 26.400.

A falta de transparência provocou uma divisão entre os conselheiros fiscais. Enquanto o deputado Elmar Nascimento e o ex-deputado Pauderney Avelino votaram pela aprovação das contas, os outros dois integrantes do colegiado, Ricardo Motta e Rodrigo Furtado, já anunciaram posição contrária e disseram que vão enviar uma denúncia de suspeita de desvio de recursos partidários ao Ministério Público.

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