Operação combate facções ligadas ao PCC na BA, SP, MG e SC

Foto: Alberto Maraux/SSP-BA

Uma força-tarefa integrada por Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal e FICCO, com apoio da SEAP, deflagrou nesta terça-feira (18) a Operação Alta Potência 2. A ação, que ocorre na Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, tem como alvo uma facção com conexões em uma organização criminosa paulista, o PCC.

As investigações, intensificadas em fevereiro após a captura do líder do grupo em Barra Velha (SC), apuraram o envolvimento da facção com tráfico de drogas e armas, homicídios e lavagem de dinheiro. Cerca de 250 policiais participam dos trabalhos.

Ordens judiciais são cumpridas nos estados da Bahia (Salvador, Jequié, Ipiaú, Serrinha, Itagibá, Ubatã, Gandu, Ilhéus, Porto Seguro e Ibirataia), São Paulo (Guarulhos e Franca), Minas Gerais (Sacramento) e Santa Catarina (Barra Velha).

O balanço parcial da operação registra 15 mandados de prisão cumpridos. Quatorze ordens judiciais foram cumpridas em território baiano e um mandado no estado de São Paulo, na cidade de Guarulhos. O indivíduo capturado em solo paulista era responsável pela movimentação financeira da facção.

Além dos mandados de prisão, na cidade baiana de Gandu, um integrante da facção foi flagrado com arma e drogas. Durante o cerco houve confronto e o traficante acabou ferido. Ele foi socorrido para uma unidade médica daquele município. Revólver, munições, maconha e celulares foram apreendidos.

Patrimônio bloqueado

A operação também determinou o bloqueio de 90 contas bancárias e o sequestro de R$ 2 milhões em imóveis. As investigações constataram que os criminosos, atuando em parceria com a facção paulista, movimentaram cerca de R$ 52 milhões em pouco mais de três anos. O montante era lavado por meio da aquisição de bens e da distribuição do dinheiro em diversas contas.

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