O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) merece ser declarado persona non grata no Brasil por pedir sanções dos Estados Unidos contra o país. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (1º), após Wagner retornar de uma missão oficial no país norte-americano.
“É uma vergonha isso que o filho do ex-presidente está fazendo lá fora. Isso é para ser declarado persona non grata“, disse o senador. Ele criticou o parlamentar por abandonar seu mandato para morar nos EUA e, em vez de defender o Brasil, solicitar medidas que prejudicam a economia nacional.
“Um cidadão que é um deputado federal eleito pelo povo brasileiro vai pro país estrangeiro, não cumpre suas obrigações de deputado, fica lá, de manhã, de tarde, de noite, igual um cachorrinho atrás do presidente do outro país, para pedir, ‘ai, castiga o Brasil pra ver se ele soltam papai’”, disparou.
Wagner também questionou a postura de Eduardo: “Isso não é papel de homem, não é papel de deputado federal. Quer brigar? Briga aqui dentro [do país]”. Ele ainda defendeu que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrente a Justiça sem depender de interferências externas.
Missão nos EUA teve avanços
O petista classificou como “um sucesso” a viagem da comissão do Senado aos EUA, que conseguiu retirar alguns produtos da lista de sobretaxas de 50%. Ainda assim, itens como carne e café permanecem sob ameaça de tarifa.
“Foi um sucesso a missão. Eu acho que a gente mostrou que é um absurdo essa retaliação”, afirmou. Ele destacou a união de parlamentares de diferentes espectros políticos, incluindo ex-ministros de Bolsonaro, como Tereza Cristina (PP-MS) e Marcos Pontes (PL-SP).
O grupo se reuniu com congressistas e lobistas para defender interesses brasileiros. “Lá o chamado lobby é regulamentado. Então, conversamos com muitos escritórios que fazem lobby no Congresso Nacional”, explicou Wagner, que agora levará as discussões ao presidente do Senado.